Tabela comparativa rápida
| Propriedade | Placa de PEAD | Placa de PP |
|---|---|---|
| Densidade | 0,95 g/cm³ | 0,90 g/cm³ (boia) |
| Temperatura máxima contínua | 80 °C | 100 °C |
| Temperatura mínima | -50 °C | 0 °C (homopolímero); -20 °C (copolímero) |
| Resistência ao impacto a frio | Muito boa | Baixa (homopolímero) / boa (copolímero) |
| Resistência química (ácidos/bases) | Excelente | Excelente |
| Atóxico FDA (versão natural) | Sim | Sim |
| Soldável por extrusão | Sim | Sim |
| Rigidez | Média | Maior |
| Custo relativo | Equivalente | Equivalente |
Quando escolher PEAD
A placa de polietileno (PEAD) ganha quando:
- O ambiente é frio: câmaras frigoríficas, armazenagem de congelados, contato com gelo. PP fica frágil; PEAD mantém tenacidade até -50 °C.
- Há impacto mecânico: peças que sofrem batida (sapatas de transportador, calços, revestimento de caçamba).
- Mesa de corte e bancada de processamento de alimentos: a tradição é PEAD PE 500 branco FDA.
- Aplicações com peso molecular extra-alto necessário: UHMW (PE 1000) só existe na família do polietileno.
Quando escolher PP
A placa de polipropileno (PP) ganha quando:
- A temperatura passa de 80 °C: PEAD para de funcionar bem. PP trabalha até 100 °C contínuos.
- Galvanoplastia: banhos de cromo, níquel, zinco, anodização — tudo a quente e com ácidos fortes. PP é o padrão da indústria.
- Tanques químicos a quente, dutos de exaustão de gases ácidos, lavadores de gases (scrubbers).
- Estruturas que precisam de mais rigidez: PP é cerca de 30% mais rígido que PEAD.
Quando os dois servem
Em temperatura ambiente, com químicos comuns (ácidos diluídos, bases, sais), os dois são intercambiáveis para muitas aplicações: revestimentos anticorrosivos, bandejas, divisórias, peças estruturais simples. Nessas situações, o critério vira disponibilidade local e custo — peça orçamento dos dois.
Casos típicos resolvidos
- Mesa de corte de açougue → PEAD PE 500 branco FDA, 30–50 mm.
- Tanque de banho de niquelagem → PP-H natural, 8–15 mm soldado por extrusão.
- Revestimento interno de silo de areia → UHMW (PE 1000), 10–20 mm.
- Bandeja anti-respingo em linha de pintura → PP-H ou PEAD natural, 3–6 mm — qualquer um resolve.
- Calço para nivelamento de equipamento → PEAD PE 300, espessura conforme cálculo.
- Cuba para químico a 90 °C → PP-H, sem alternativa.
Soldagem e usinagem
Ambos aceitam soldagem por extrusão com vareta do próprio material e ar quente — técnica padrão para tanques sob medida. Em usinagem, PP é levemente mais rígido (melhor acabamento em furos), PEAD é mais "macio" mas com menor tendência a empenar em peças finas.
Quando o projeto exige peças usinadas, a Destac usa CNC em ambos os materiais com tolerâncias na faixa de ±0,1 mm.
Perguntas frequentes
PEAD ou PP para galvanoplastia?+
PP, sem dúvida. Banhos de galvanoplastia trabalham com ácidos a 60–95 °C, faixa em que o PEAD perde rigidez. PP é o padrão histórico do setor.
Qual aguenta mais frio?+
PEAD. Trabalha bem até -50 °C sem fragilizar. PP homopolímero fica frágil abaixo de 0 °C; copolímero estende um pouco a faixa mas ainda não chega ao PEAD.
Qual é mais leve?+
PP — densidade 0,90 g/cm³ contra 0,95 do PEAD. PP boia em água; PEAD afunda por pouco.
Qual aceita melhor pintura ou colagem?+
Nenhum dos dois é fácil de pintar ou colar — são apolares. Em ambos a solução padrão é soldagem por extrusão (vareta + ar quente) ou fixação mecânica. Para colagem é necessário tratamento prévio da superfície (chama ou plasma).




